sábado, 13 de abril de 2013

Ponto de ordem




(..)quando percebeu o ruído na porta, fechou os olhos [fingindo] deixando-o pensar que dormia. não pretendia enganá-lo, sabia que a  conhecia, mas esta dormência e silêncio após tanto desassossego e pó levantado a tranquilizava.  aquietavam-se os ânimos [finalmente estáticos na sua  mente] e pode  inventar diálogos amenos. ela então livre, esboça um sorriso por alguma besteira que nunca teria coragem em  dizer. recorda de si miúda, olhos grandes . todos os seus pedaços, fiapos, lentamente regressam ao seu corpo, uma suave brisa empurra-os até esse encaixe . recorda passeios de kombi, dias de chuva na praia, um pedaço de goiabada, o aroma de alfazemas da sua mãe.  coisas perdidas na memória sem censura, só detalhes pequenos à deriva que se vão pescar de quando em vez para nos salvarmos de coisas muito feias.  para serenar e não se morrer.





[a meninas   nos sonhos coloridos ....aqui ]

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Beijar-te é como morder uma nuvem





Não sei porque decidiram celebrar o Dia Mundial do Beijo no dia 13 de abril. Terá sido o dia em que Robert Doisneau tirou sua famosa fotografia do beijo de um casal numa rua de Paris? Foi esta a data na qual Rodin terminou sua clássica escultura? Ou o dia em que estreou nos cinemas “A Dama e o Vagabundo”, o desenho da Disney que mostra a cena na qual os cachorrinhos beijam-se acidentalmente ao compartilhar um prato de espaguete?

Bem, o caso é que a resposta não importa tanto. Afinal de contas, assim como um beijo roubado é mais instigante do que um previamente autorizado, os pretextos para que uma data tão interessante como esta seja celebrada pouco importam.


Na Hollywood dos anos 30 , cenas que fossem consideradas de “paixão excessiva” eram proibidas segundo o Código de Produção. Nenhum beijo em cena poderia durar mais do que 3 segundos. Nenhuma regra, porém, que não pudesse ser burlada por um diretor do talento de Alfred Hitchcock. Ao dirigir Interlúdio, em 1946, Hitchcock filmou uma cena na qual Cary Grant e Ingrid Bergman passam quase três minutos trocando uma série de beijos curtos, entremeados com abraços, diálogos ao pé do ouvido e carícias. Os censores nada puderam fazer para cortar essa longa seqüência; afinal de contas, nenhum dos beijos ultrapassou os três segundos permitidos. 

 Ingrid Bergman,  disse que : “O beijo é um truque maravilhoso que a natureza inventou para interromper a conversa quando as palavras se tornam supérfluas”.


(texto copidescado da net)






O Megapix exibe uma programação especial  com quatro filmes em sequência com o tema que marcou diversas produções mundiais:

 16h15: O Incrível Hulk, de Louis Leterrier (com cenas gravadas no RJ)
 18h25: Titanic, de James Cameron
 22h: Desejo e Reparação, de Joe Wright
* 0h15: Doce Lar, de Andy Tennant




Confiram   aqui   o drible genial que Hitchcock deu na censura da época da filmagem de Interlúdio.




*[contém 1 beijo  a meia noite e quinze, combinado?]