vejo-te de olhos fechados enquanto me confiavas o teu sonho – à mesa da cozinha, quase um espelho, quase uma razão. as tuas canções preferidas pareciam convergir para mim, a certa altura, diria que me vestia com elas- as tuas fantasias se apressaram a invadir as gavetas, como se misturassem aos sonhos e no eco que fazia o teu desejo dentro mim.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
não pense que o mundo acaba ali aonde a vista alcança
eu só quero afetividade e a sua antiga arquitetura. a paisagem que tranquiliza o espírito. a plenitude é um mistério de peles que se reconhecem sem questionamentos. o amor é muitas vezes o Nirvana da espera silenciosa. o gesto zen de busca natural entre as esperanças doces. debaixo da relva a vida cresce todos os dias, de forma imperceptível. os desejos não se desmancham no ar porque passou um vento rude.
o desejo é um deus de mil faces...
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