hoje prefiro esquecer
as forças gravitacionais
que me atam firmemente ao chão
talvez seja preciso beijar o acaso
sentir as flutuações do humor
olhar com carinho para os caminhos estranhos
que começamos a percorrer sem razão lógica ou aparente
o tempo faz tudo valer a pena
e nem o erro é desperdício
penso quando eu parti
assim... sem olhar pra trás
como um navio que vai ao longe
e já nem se lembra do cais
aí começo a pensar que nada tem fim...
que nada tem fim...

