terça-feira, 7 de maio de 2013

E eu que só estava de passagem



hoje prefiro esquecer
as forças gravitacionais
que me atam firmemente ao chão


talvez seja preciso beijar o acaso
sentir as flutuações do humor
olhar com carinho para os caminhos estranhos
que começamos a percorrer sem razão lógica ou aparente



o tempo faz tudo valer a pena
e nem o erro é desperdício



penso quando eu parti
assim... sem olhar pra trás
como um navio que vai ao longe
e já nem se lembra do cais



aí começo a pensar que nada tem fim...
que nada tem fim...





segunda-feira, 6 de maio de 2013

E ela ainda fica a inventar...




(...) meu céu são terras incógnitas . hoje  enquanto caminhava pela areia fria da praia, pensava que o  primeiro valor que se da a um ser é o nome. o nome é a alma inventada das coisas. a forma invocativa que duplica o real e integra o ausente em som e imagem.  muito perto de mim alguém pronunciou um nome que já me foi muito caro. quase entristeci (de novo) mas pensei que  antes do nome, que distingui e marca, as coisas eram chamadas indiferentemente de Tudo ou Nada (tanto faz).  fora da palavra, a beleza primitiva e assombrosa da natureza selvagem das coisas inomináveis seguem, sem razão nem divindade, apenas o Isso. bons sinais: as cicatrizes ficaram com a cara do corte.


as coisas....aqui