diante de si o mar vocifera lindamente. decerto escorre-lhe a ira dos pecados dos outros. queixas que arremessam espuma de raiva, quiçá. qualquer natureza se indigna quando lhe tiram o chão, quando lhe cortam os pedaços de vida. ela ia devagarinho, pela sombra dos sorrisos, ou pela contracurva das emoções, de boca entreaberta. e, na quietude que se entardecia, expirava, então. sabia que o sol já não vai voltar a aparecer hoje. talvez nem amanhã. escurece um dia que foi cinzento e brando. arrefecido de emoções. pouco lhe resta de vida, apenas umas horas para acabar. até os dias sabem quando morrem. fica a impaciência de os viver, de os sofrer, de os agarrar. afastam-se as nuvens para deixar que o espetáculo comece sob o brilho que vem do quarto da lua. o dia vai debruçando-se na mar deixando um arco-íris de cristais d´água aliviando nossas (des)esperanças.
domingo, 11 de agosto de 2013
A rotina sistemática

feliz daquele
que não precisa
fechar os olhos
para encontrar
a imagem de seu pai.
tradução aqui
´meu pai sempre dizia:
não levante a sua voz,
melhore os seus argumentos´
saudades. muitas e muitas.
Feliz dia Teu.
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