
sem reserva,
o desejo adentra
quando amanhecendo
sua voz (outra vez)
me penetra.
pretéritos nós
que o tempo,
atroz sujeito,
conjuga no presente
quase-(im)perfeito.
somos pessoas plurais
de um verbo singular
em suas formas (i)nominais
e modos imperativos de declinar
e me reciclas
− imagem surreal −
quando traça em sua vida
meu retrato ideal.
e eu (te) lembro depressa
que você brilha e
me ilumina quando
me visita por dentro
