domingo, 8 de setembro de 2013

Deslizando pelas mínimas pistas





no quarto,
sem reserva,
o desejo adentra
quando amanhecendo
sua voz (outra vez)
me penetra.
pretéritos nós
que o tempo,
atroz sujeito,
conjuga no presente
quase-(im)perfeito.
 somos pessoas plurais
de um verbo singular
em suas formas (i)nominais
e modos imperativos de declinar
e me reciclas
− imagem surreal −
quando traça em sua vida
meu retrato ideal.
e eu (te) lembro depressa
que você brilha e
me ilumina quando
me visita por dentro

sábado, 7 de setembro de 2013

Antes que o dia tocasse de leve a superfície da aurora


inventar é necessário, pois repetir as fórmulas que deram certo no passado não garantiria, no momento atual, o mesmo sucesso. criar é essencialmente bom. atrever-se a inovar e, principalmente, praticar o que for insólito pois uma vez que tiver vivido um pouco, você descobrirá que o que quer que envie ao mundo  voltará para você de um jeito ou de outro. pode ser hoje, amanhã ou daqui a anos, mas  acontece [geralmente quando menos se espera e de uma forma bem diferente da original]. esses momentos de incríveis coincidências que mudam seus conceitos parecem obras do acaso na hora, mas não acho que seja isso. ao menos é como as coisas têm sido na minha vida. e sei que não sou a única....
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Quis pegar
entre meus dedos
a manhã.
Peguei o vento.
|Manoel de Barros -
Compêndio para uso dos pássaros|