
o asfalto e os tetos me seguem por desertos e mares, e nada junta meus cacos. reflexos de sorrisos passados, a melancolia de um céu que entreabre um pedaço de mar. uma possibilidade de regresso ? mãos abstratas seguram espelhos de vento. o tempo por trás das palavras torna-se insuportável. existe chuva por onde não passamos em certos invernos mas o que fazer com as raízes do coração? qual o caminho mais curto para o destino? mais um pouco e virá o tempo de soletrar o vento que nos agita a alma. o tempo de rasgar a indecisão e partir com aqueles que nada sabem. olho para as linhas das mãos e vejo atalhos. atalhos para quem chega. atalhos para quem tem de partir.
