sábado, 19 de outubro de 2013

As horas que o sonho não guardou









o asfalto e os tetos me seguem por desertos e mares, e nada junta meus cacos. reflexos de sorrisos passados, a melancolia de um céu que entreabre um pedaço de mar.  uma possibilidade de regresso ? mãos abstratas seguram espelhos de vento.  o tempo por trás das palavras torna-se insuportável. existe chuva por onde não passamos em certos invernos mas o que fazer com as  raízes do coração? qual o caminho mais curto para o destino? mais um pouco e virá o tempo de soletrar o vento que nos agita a alma. o tempo de rasgar a indecisão e partir com aqueles que nada sabem. olho para as linhas das mãos e vejo atalhos. atalhos para quem chega. atalhos para quem tem de partir.

O ar está cheio de murmúrios misteriosos





´não te amo à luz plácida do dia
amo-te quando a neblina te transporta
nesse momento, amante, abres-me a porta
e eu te possuo nua e fugidia´












poeta dividido 
entre o sublime e o cotidiano, 
entre o devaneio e o lirismo 
pleno de simplicidade


Feliz dia Teu!