segunda-feira, 19 de maio de 2014

o que o tempo tem por dentro?











Vivemos num mundo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo,  que faz ter importância a fantasia de um breve momento. Tenho uma vida normal, verdadeira, e no entanto [e por isso] tenho (as)pirações. Em devaneios consigo às vezes chegar tão longe como os deuses. Não me acho anormal. Alguns elevam-se com a arte, outros com a religião; a maioria com o amor.... Mas já senti na pele que  quando subimos também podemos despencar  [há poucas aterragens suaves]. Podemos dar saltos pelo chão, com uma força capaz de partir pernas, arrastados para uma qualquer via desconhecida.... Sempre ouço que todas as histórias de amor são potenciais histórias de dor. Se não no princípio, depois. Se não para um, para o outro. Às vezes para ambos. E mesmo concordando penso por que aspiramos continuamente a amar?  Talvez porque a alma precisa de um refúgio e (re)conhecer a mão que a afaga, mesmo que não a possa ver.  Talvez porque o amor é o ponto onde se encontram  a verdade e a magia....










sábado, 17 de maio de 2014

Na pele a palavra escorre




Depois de fundir-se o espaço e amanhecer um novo dia, descubro em meio a um suspiro que a saudade pode ser afrodisíaca, quando a falta que sentimos de alguém se transforma em desejo ardente. Ela pode ser mimada, meia manhosa, quase infantil mas se justifica pela vontade incontrolável de estar junto, trocar impressões, emoções, tocar o intangível, dizer o indizível, sem palavras, com o olhar ou um silêncio presente. Enfim, acreditar que pela mão do destino eles acabam se encontrando.







[entao....os desejos se erguerão
na morada terrena
por toda tua extensão....]