segunda-feira, 29 de julho de 2013

É esperar pelo final do estio





"Na perplexidade confusa em que fiquei, concluí que entender e não-entender eram a mesma coisa. Não-entender era entender claramente que não entendia, do mesmo modo que entender era não entender que entendia. Um jogo de palavras. E o erro, porque me era de súbito evidente um erro, estava em procurar entender, necessariamente por palavras, o que não pertencia à ordem das palavras".






a dificuldade, penso eu, é explicar pra gente mesmo aquilo que já sabemos e que não podemos dizer nem a nós mesmos. as palavras não têm ordem. agarram-se às coisas. tornam-se, afinal, no próprio objeto que nomeiam. por vezes, porém, o véu é rasgado. nesses momentos, não podemos senão fechar os olhos e esperar pelas palavras certas. talvez no início fosse mesmo o verbo....




8 comentários:

Ricardo- águialivre disse...

Boa tarde

Entendi perfeitamente que não entendi nada do que queria entender, embora o entendimento me diga que entendi

Deixo abraço
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http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

ᄊム尺goん disse...

O filme apresenta um reflexo da Guerra Civil da Espanha na sociedade portuguesa, numa altura em que Salazar dominava.
É um filme, no mínimo, interessante.

O livro é fabuloso!

Uma boa semana, a todos.

Cidália Ferreira disse...

Boa tarde..
Pois..
Passo para desejar uma optima semana..

Beijos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Samuel Balbinot disse...

Bom dia Margoh.. belo jogo de palavras.. é mais ou menos como ouvi num workshop.. quando a gente julga ter alcançado a sabedoria percebemos que ainda somos ignorantes.. pq tudo sempre esta sendo transmutado sempre o novo vem e prevalece bjs e um lindo dia

Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá,
Palavras que entendemos ou não entendemos, por vezes as palavras certas nada resolvem porque não são entendidas.
Sinais de uma Guerra, é um livro que vale a pensa ler.
Salazar foi simplesmente um ditador com um enorme poder sobre um regime que ele próprio criou, muitas pessoas foram vitimas do seu poder, da sua força.
Mais tarde verificou-se que não tinha muito poder nem muita força, porque uma frágil cadeira provocou a sua morte.

Obrigado pela sua sempre simpática visita ás minhas humildes fotos.

ag

Benno disse...

se, por um lado, o substantivo, assim como a mente, não consegue alcançar o objeto, o verbo, que reprensenta não o ser ou não-ser, mas sim o vir-a-ser alcança a transiência do mesmo, ou seja, o verbo, ainda que não seja o objeto, é, de toda sorte, o próprio pensar, em suma a própria mente. Há ainda outro lado da mente pensante, a de que a coisa, apesar de jamais ser diretamente conhecida, pode ser provisoriamente representada por seu nome e conhecimento das coisas começa pelo conhecer de seu nome.

Bom, aí neste pensamento que seu pensamento me fez pensar eu viajei por Descartes, Kant e Confúcio.

Beijo

R. R. Barcellos disse...

O entendimento é como o horizonte. Não ficarei parado, definhando à beira da estrada. Sei que jamais alcançarei o horizonte; mas sei também que nessa quixotesca tentativa de alcançá-lo encontrarei tesouros insuspeitados em meu caminho.

Beijos.

Pedro Coimbra disse...

Acho que entendi :)