quinta-feira, 14 de abril de 2016

a música que ouves não toca mais em parte alguma...















o silêncio, o silêncio fechado, recolhido e morno. eu procuro-me, a mim e em mim. somente um resquício, um sopro, um suor de eternidade, de eternidade que não é de tempo, de eternidade que é só altura e envolve. acredito que a coragem vem do medo. só me encontrarei, se tiver a coragem de continuar a me procurar, todos os dias... o banho em que me banhas de silêncio recolhido e morno, deixa-me cobrir e flutuar... ouvindo bob dylan "Full Moon And Empty Arms'






3 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

Dos banhos, dos silêncios...
harpejando
pelos teus hortos
na tarde inquieta,
infinda...
me deixas morto,
e já saudoso...

beijos, minha querida Margoh!

Arco-Íris de Frida disse...

O silencio é um grito e vira poeira...

Beijos...

Carmem Grinheiro disse...

Alguém disse que os heróis foram heróis impelidos pelo medo. O medo despoleta a reacção, a defesa, o ataque, o engenho, a criação. O medo, sempre o medo. Talvez seja meu amigo? Um amigo mal-amado, não gosto dele. Mas a coragem é necessária. E ela nasce do medo.
Às vezes, mas só às vezes, tenho tanto medo e tão pouca coragem.
Não é bonito. Mas faz frases bonitas, cria poemas interessantes ;)