terça-feira, 18 de junho de 2013

Verás que um filho teu não foge a luta..

                                  


fica nítido  a cada momento que não queremos ficar apenas nas idealizações, vivendo no mundo dos sonhos, sem ver a materialização de algo significativo em nossa vida . ando assim, junto com nossos jovens,  querendo preencher folhas com palavras desenhadas a enfeitar nossas caras  cansadas pelas ruas. eu vejo as manifestações pipocando mundo afora por um País melhor: eu vejo a mim mesma lá dentro, me sinto despojada do que poderia impedir nosso crescimento, preparando-nos para produzir bons frutos. mesmo sabendo que a esperança nem sempre é a última que morre, pois quando a esperança acaba, você ainda existe, existe sabendo que vai chorar, derramar suor, perder pessoas e amigos ainda no futuro. mesmo assim eu preciso  confessar: estou de queixo completamente caído! sonhei com esse dia sem sequer cogitar que ele podia acontecer de verdade...




Foto: Espero que esse tipo de imagem apareça em algum dos livros de história de seus filhos e netos. No capítulo ''Revolução do Brasil 2013''
tudo isso pra pensar bem, antes de tingir com verde a página de uma vida nova...

...

de preferência, sem rasura nenhuma.

nada de corretivo, qualquer coisa arrancamos página


17 de junho - Revolução do Brasil 2013'
foto: cobertura do Congresso Nacional




Manifestação no metro em São Paulo




 Que bom ver isso sem bandeira de partido no meio, isso é legitimo!!!
Brasil ordem EM progresso!!! Emociona e dá um Orgulho Gigante na gente!

Em parte (in)certa!






Foi um dia, e outro dia, e outro ainda.
Só isso: o céu azul, a sombra lisa,
o livro aberto.
E algumas palavras. Poucas,
ditas como por acaso.
.
Eram contudo palavras de amor.
Não propriamente ditas,
antes adivinhadas. Ou só pressentidas.
Como folhas verdes de passagem.
Um verde, digamos, brilhante,
de laranjeiras.
.
Foi como se de repente chovesse:
as folhas, quero dizer, as palavras
brilharam. Não que fossem ditas,
mas eram de amor, embora só adivinhadas.
Por isso brilhavam. Como folhas
molhadas.
.
.
Eugénio de Andrade





[há momentos,  em que sinto a necessidade de fugir para outros momentos]