e o dia como amanhece? olhos de sonho, frestas, limiares? se expressar é isso, equilibrar olhos alheios sobre uma ponte frágil de tinta negra que avança linha a linha sobre os abismos da folha branca. entre o real e a invenção, está o que vemos, o que nos olha, aquilo que capturamos ou o que nos captura. ao capturar, aprisionamos, ou, inventando, liberamos? mas não me olhe assim tão fundo, o que ha é muito raso, muito claro, quase a flor da pele.
um dia aprendo de superficialidade...

