
´ser, é ser percebido.
e assim,
para conhecer a si mesmo
para conhecer a si mesmo
só é possível através dos olhos do outro.
a natureza de nossas vidas imortais,
está nas consequências de nossas palavras e ações,
que vão, e estão se esforçando à todo instante.´
A Viagem (Cloud Atlas, 2012) é um desafio ao lugar-comum do gosto mediano de uma audiência acostumada a receber tudo mastigadinho para não ter que pensar. Uma colagem de gêneros cinematográficos que se encaixam através de personagens que se encontram em momentos distantes da história humana. É fluido, complexo e filosófico como se esperava de um filme dos irmãos Wachowski (Trilogia Matrix, V de Vingança) . O filme segue seis histórias que vão e voltam no tempo, com personagens que se cruzam, desde o século 19 até um futuro pós-apocalíptico, cada um deles narrador de sua história, de um simples viajante no Oceano Pacífico em 1850 a um jornalista durante o governo de Ronald Reagan na Califórnia. A Viagem não te pega pela mão e te leva do ponto A ao ponto B. É você quem precisa estabelecer a sua linha do tempo, reconfigurar os eventos e chegar a uma conclusão. E isso pode ser bem interessante para organizar a sua própria noção de como (e porquê) as coisas acontecem entorno de você, na sua vida, no passado, presente e futuro. É possível extrair uma boa experiência dessa tentativa de elevar a consciência comum e distraída entre goles de coca-cola
e punhados de pipoca....
