terça-feira, 17 de setembro de 2013

Muda a expressão, muda o movimento, muda tudo












´ser, é ser percebido.
e assim,
para conhecer a si mesmo
só é possível através dos olhos do outro.
a natureza de nossas vidas imortais,
está nas consequências de nossas palavras e ações,
que vão, e estão se esforçando à todo instante.´













A Viagem (Cloud Atlas, 2012) é um desafio ao lugar-comum do gosto mediano de uma audiência acostumada a receber tudo mastigadinho para não ter que pensar. Uma colagem de gêneros cinematográficos que se encaixam através de personagens que se encontram em momentos distantes da história humana. É fluido, complexo e filosófico como se esperava de um filme dos irmãos Wachowski (Trilogia Matrix, V de Vingança) . O filme segue seis histórias que vão e voltam no tempo, com personagens que se cruzam, desde o século 19 até um futuro pós-apocalíptico, cada um deles narrador de sua história, de um simples viajante no Oceano Pacífico em 1850 a um jornalista durante o governo de Ronald Reagan na Califórnia.  A Viagem não te pega pela mão e te leva do ponto A ao ponto B. É você quem precisa estabelecer a sua linha do tempo, reconfigurar os eventos e chegar a uma conclusão. E isso pode ser bem interessante para organizar a sua própria noção de como (e porquê) as coisas acontecem entorno de você, na sua vida, no passado, presente e futuro. É possível extrair uma boa experiência dessa tentativa  de elevar a consciência comum e distraída entre goles de coca-cola 
e punhados de pipoca....








segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Só um de cada vez











OM - Purifica o corpo
MA - Purifica a palavra
NI - Purifica a mente
PAD - Purifica as emoções
ME - Purifica as condições latentes


HUM - Purifica o véu que encobre o conhecimento















eu diria que ainda trago a primavera nos olhos, coleciono palavras, sei rezar e vivo criando decretos para mim mesma.  não, descobri nada e nada inventei, apenas estou tentando implementar o que me ensinam e descobri que andava adormecida. então, comecei por dizer de uma forma clara a palavra referente ao instante que estava vivendo, por exemplo: se estou caminhando ,digo calmamente e conscientemente “caminhar”, se estou escrevendo digo  “escrever”, se estou descascando um abacaxi , digo  “abacaxi” e sinto seu cheiro. sempre fui avessa a rotina. mas tenho percebido que muitas vezes faço as coisas no automático. creio que pelo fato de que todos nós somos bombardeados por tantos estímulos, a nossa mente salta incessantemente de assunto para assunto e facilmente nos distraímos. a diferença entre dizer estas palavras e simplesmente fazer o que sempre fazia, reside no fato de que, de repente, estava plenamente presente e desperta, como se estivesse fazendo todas aquelas atividades pela primeira vez, inclusive os meus olhos estavam mais focados e concentrados no instante, sem pensar nem deambular por outro assunto, só um de cada vez.  a sensação é interessante  de estar observando  o que se sempre se viu mas afinal não se viu. dificilmente as palavras fazem justiça ao que se sente, se aprende ou se descobre. por isso  aprendo a viver o instante aqui-agora.  aprendo contar minhas bênçãos  e depois, sei agradecer...