quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Qual é o problema de ser absolutamente comum?




   sim. são tão fortes as coisas! tenho palavras em mim buscando o canal. aperto o passo, e a sombra escura varre folhas minúsculas. metade despista meus passos, metade marca meus rumos, e não raro tropeço em um deles.  sorrio enternecida, sabendo que linhas finas que ninguém convidou vão traçar em torno da doçura uma trama fina de tristezas velhas, notas de rodapé do que nem chego a dizer, bordado desfiado de fios cinzentos que eu tento trazer para a luz mas que se enovela, se enrosca, como se os fios irregulares fossem a tela do que pinto e bordo, forro poído das minhas fantasias  [é quando visto esse manto cinza que eu me sinto mais nua].  porém, uma vez superada a perplexidade inicial, a desordem de outrora vai se transformando num modo muito peculiar de organização [assim são as coisas, o que em algum momento parece bagunça, na verdade é o prenúncio de que as coisas vão mudar de formato]  necessário é fazer oposição à loucura do mundo, mas sem entrar em conflito, apenas demonstrando, através de atitudes e movimentos práticos, como é que as coisas podem ser feitas.prefiro estar mais perto do chão, mais perto da verdade......





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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Quase à flor da pele




feito deusa com saia de jade
 nas entrelinhas do mantra
olhando o sol nascer de novo
com sua indiferença clássica
e astronômica
me diz, então
o que fazer com a
chama intensa
e o tempo urgente
que pulsam
na carne
e o exagero
de doçura
e o sabor atordoante
que latejam lá dentro,
que não cabem em si(m)??