quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Para o que tenho que ser...(deixo-me ir e vir)


jess


  Alguém me disse outro dia que quem se apaixona  o olho reluz, a pele melhora, o corpo reage, o coração bate feliz. Que gostar é mandar, achar que manda, obedecer, fingir que obedece [eu também ri].  E se ao menos fosse o fundo dos teus olhos, o lado de dentro das tuas mãos, a respiração suspensa dos teus lábios?   Mas não. É um abstrato fogo quieto, lento e macio. Um lastro de navio a romper o mar. É quase o teu peito aberto nos meus dedos. Um desejo à espera de um nome. Uma vela desfraldada no meu ventre. Uma ciranda de longe, à tua espera. Bolas de gude coloridas soltas na chuva. Uma tempestade de quereres...






Para florescer









caiam em
abundância
lágrimas do céu,
descia pelo meu rosto
velozmente,
pendia na borda da
face...





(ploft!)




fez-se poça,
criou-se o mar,
de Deus em mim, a dor fez-se blue.