quando abres a tua janela
e despe teus braços
perco a vaidade
e a pressa
sinto dentro de mim
o tempo a criar desejos
para te beber altiva e plena
e em silêncio abri,
(sem saber que abria)
uma noite úmida
em combustão secreta
desmaiada no teu ombro
de hefesto.
'...mas, precisamente, essa vida é apenas uma mistura
de algo puramente fantástico, de um ideal fervoroso,
e ao mesmo tempo, apesar disso -
e infelizmente, querida Nástienhka -,
de uma obscura rotina e de habitual monotonia,
para não chamar-lhe vulgar,
vulgar até o desespero.'
Noites Brancas, Fiódor Dostoiévsk.
[os gregos antigos acreditavam
que as erupções vulcânicas eram
causadas por este deus,
que forjava no interior das montanhas]