quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nos ares certos do tempo...





  e em noite de
lua cheia
ela
delirava
com
o
corpo dele
em pele
depois
 lotada de
 leveza
 visitava seus
      poros












0 meu amor
 é tudo que, 
morrendo,
não morre todo, 
e fica no ar, parado.
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Estas reviravoltas não são raras....







Nas frestas da cidade pairam estórias em aberto, o mel grosso de mil vidas embebendo os poros da esponja imensa. Na varanda, não sei bem a propósito de quê, pus-me a rir de mim mesma. Devia estar no ultimo instante de lucidez, preparando-me para o Dostoiévski - Noites Brancas [já não sei]. Sei que olhei para o céu, pensei que estava fabuloso, com aquelas nuvens em fundo azul que só acontecem à noite, e depois pensei: pensei o quê? Não me lembro. Vivo uma vida isenta de pensamentos dignos de memória.  Acontece que agora não corro para nada, não insisto, não me faço acontecer. Fico o quanto me apetece e depois vou, sem saber se volto, pensando nisso depois, mais tarde, noutro lado qualquer...
O mundo é uma brecha, um esplendor, um redemoinho.