segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ao longe, avistou a calma







na melodia das pedras
tatuou as  lágrimas
em moldes de borboleta
para que a tristeza cante
e se liberte
da mágoa
sozinha,
no pólen da alma
 inventou a poesia da pele
(andarilha do amante)
em suspiros do tempo-d’água
 se levanta o sol.








domingo, 29 de dezembro de 2013

Um silêncio antigo


lou





exprimes em tuas palavras o que há de mais belo nos desejos e nas sensações do corpo.  deixa então,  sua mão na minha mão antes do assombro da saudade explícita.    um dia descobriremos que duas peles não têm a mesma textura nem os encontros a mesma doçura.   na fuga para dentro de nós mesmos percorremos séculos de ciência amorosa via láctea de afagos,  espiral de desejos,  paixão que se alonga ardente e sinuosa.por hora, o pensamento ganha geometria é nas pontas dos dedos...