segunda-feira, 16 de junho de 2014

A memória gira em falso








às vezes me distraio.
nunca sei se é distração, esquecimento, boa vontade
nisso sou salva,
a repetição indesejada
logo mostra
sua impossibilidade.

[me repito para não esquecer]

e ainda tem o sentido de percepção interior, que nos impressiona com uma vida subjetiva de dimensões insondáveis....

[nessa também temos capacidade de intervir]

com tanta coisa disponível, é de se admirar que me convenças de ser possível haver tédio...

não há caos  não!

o que há são muitas músicas,
mais músicas do que somos capazes,
músicas que se entrelaçam e se sobrepõe, e
 que ecoam e que voltam...

tento febril registrar em sinfonias inacabáveis aquilo que me toca mais fundo.



mas vou até o fim....[aqui]



8 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

[Também estou com saudade de tu meu desejo
E no meu imaginário você não sai do meu aconchego]
Beijoss

UIFPW08 disse...

sempre belle parole, complimenti
Maurizio

Dilmar Gomes disse...

Realmente, amiga Margoh, quando há vida interior, é impossível haver tédio, pois existem coisas disponíveis além da nossa capacidade de absorção. Haja tempo para curtir tudo.
Um abração. Tenhas uma linda semana.

Cidália Ferreira disse...

Adorei ler :-)

Beijo, e uma ótima semana

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

✿ chica disse...

Ir fundo, até o fim,ainda que a memória falhe...beijos,tudo de bom,linda semana! chica

Carmem Grinheiro disse...


Olá Margoh,
Como sempre, desde que te descobri, teus textos tocam ali, naquele pedaço da gente ;)
«...me repito para não esquecer...»

Muito bom, e sempre até o fim, nem que para isso tenhamos que voltar atrás mil vezes para reter o que passou despercebido, ou caiu no esquecimento, e sempre com música de fundo, que são mais do que possamos registar.
Bj amigo
Carmem

Pérola disse...

Palavras que expressam um sentir anormalmente sensível e sedutor.

beijinhos

Maria Alice Cerqueira disse...

Querida amiga hoje vim te desejar um belo fim de semana!
E para dizer que estou voltando aos pouquinhos. estava com muitas saudades!
abraço fraterno
Maria Alice