sexta-feira, 21 de novembro de 2014

não havia correntes de pensamentos



.a ferida por baixo da cicatriz- quem cura? não soube responder pois não se sai do abismo, aprende-se a sua linguagem.    de súbito percebeu que as coisas simples se fala depressa; tão depressa que nem conseguimos que as ouçam.    as coisas simples murmuram-se; um murmúrio tão baixo que não chega aos ouvidos de ninguém.    olhava com olhos de camaleoa a face mutável do mundo e considerava-se incompleta.  a noite sobre o mar é particularmente escura e não há nada pior do que demasiado tarde. 





' adapte-me a 
uma cama boa /
 capte-me uma 
mensagem à toa /
 de um quasar 
pulsando lôa / 
interestelar canoa '
Cae Veloso

5 comentários:

Simone Lima disse...

"Não há nada pior do que demasiado tarde"
Gosto demais das tuas palavras, do teu jeito de sentir!!
Sobre a música: *-*

Beijoo'os
flores-na-cabeca.blogspot.com

Cidália Ferreira disse...

Gostei do texto
Bom fim de semana

Beijos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

lis disse...

Marcas indeléveis não deixam esquecer amores desfeitos_ mas sempre amores!
Sempre bela a margoh
bjinhos

Arco-Íris de Frida disse...

As vezes ainda é cedo, e nao tarde demais...

Beijos...

Edith Lobato disse...

Marcas que ficam e que parece que nunca se apagam por que sempre tornam à memória. Lindo, lindo poema. Parabéns!