sábado, 22 de novembro de 2014

preciso de sabores e ecos





.preciso do meu contorno.  já fui imprecisa demais.  quero deslocar o corpo sem esforço, tal como desloco fluidos, cheiros, poeira, quando caminho de qualquer lado para qualquer lado. meu medo de escuro não é tropeçar.   o que me assusta é me apoiar em fantasmas. mas depois, virando a esquina, todas as esquinas de todos os dias, esperam-me apenas as aves que ninguém sabe de onde partiram.    quero que  venhas e me dês um pouco de ti mesmo onde eu habite...





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5 comentários:

Ricardo- águialivre disse...

Imagem deliciosa...poema um grito de ausência que se pretende seja preenchido...Gostei muito de ler

Desejo um bom fim de semana

Querendo visite(m):

http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

Cidália Ferreira disse...

Poema muito bonito com uma imagem sedutora!

Um beijinho e bom fim de semana.

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Edith Lobato disse...

A intensidade da tua poética é, simplesmente encantadora. Adorei a leitura. Fica com Deus e tenha um lindo fim de semana.

Arco-Íris de Frida disse...

Fantasmas vivos sao os que me dão mais medo...

Beijos...

S. disse...

Não tenha medo, os fantasmas sumirão todos quando acender a luz...

Gostei muito.

Beijinho.