sexta-feira, 19 de junho de 2015

Na vida não há neutralidade







0 outono me  mostra que as lindas visões que inundam a minha alma com entusiasmo e ternura não são minhas em particular, circulam pela alma de nossa humanidade. Ganhará quem tiver coragem e empenho suficientes para concretizar essas visões.
Acredito que somos energia, sendo a matéria um mero invólucro, que serve para carregar as limitações físicas que atraímos para poder trabalhar as nossas fragilidades.  É uma boa estaçao para  diluir, deixar que cada coisa aconteça quando tem de acontecer. É saber que tudo no Universo tem um tempo propício, e que a gente  não deveria bloquear o que está para acontecer. As pessoas não se diluem em emoções adversas, ficam zangadas, ficam com raiva, culpam as outras, ficam endurecidas, e continuam as suas vidas com um nó no peito, provocado por emoções que se recusaram a aceitar. Eu, se alguém de quem gosto me faz mal, por exemplo, eu choro. Choro de tristeza por ter atraído alguém assim, que é tão infeliz ao ponto de magoar quem lhe quer bem. Só isso. Só assim  sinto que irei diluir na própria emoção que sinto, e nunca, nunca bloquear uma dor. Aos poucos vou me  habituando à ideia de que a vida traz emoções alegres e tristes, e que tudo flui se não deixar escapar nada.  O amor não precisa de nenhuma referência – esta é a beleza e a liberdade do amor.  Sentir, sentir, sentir...

4 comentários:

Luis Eme disse...

Sim. :)

Cidália Ferreira disse...

Fabuloso poema!

Beijo, bom sábado.

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Arco-Íris de Frida disse...

Nao existe neutralidade nos sentimentos...eles desabrocham por si so... queiramos ou nao... é bobagem tentar rete-los...irao explodir de qualquer modo... entao o melhor é deixa-los fluir...

Beijos...

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Margoh.
Sim, também tenho a convicção de que somos energia.
Quanto ao amor, também penso que não precisa de nenhuma referência, mas...... escusava de ser tão temperamental ;)

bj amg