então você chega e cuida de minhas chagas, cuido das tuas [ no paraíso em que me perco]. o meu cheiro te acolherá com toques de lavanda. depois, plantarei para ti margaridas da primavera e no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera. sobre o chão de pétalas das nossas horas nos amamos em uivos, em dores, em apelo.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
A repetir seus ardores

a tarde estava amena. pediu um cafe e observava o entusiasmo do casal na mesa ao lado [é uma força que pode e deve ser aproveitada, pensou] não é comum esse fluir com tamanha intensidade e despudor, em geral as pessoas preferem andar desconfiadas e cheias de reticências. nada a incomodava mais. aceitara viver exatamente dessa forma, apartada de todos. tornara-se uma estrangeira em sua pátria, uma estranha para familiares, uma lembrança distante para amigos. as escolhas têm seus preços. saiu logo antes que a saudade lhe amargasse a boca.
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