terça-feira, 19 de novembro de 2013

Um dia passarão para a outra margem







 passeio   pelo labirinto do teu corpo. desço  escadas suaves feitas da tua pele e procuro o centro do teu prazer. - deixo que faças do meu corpo uma arquitetura impossível. pernas colunas de alabastro, espelhos do teu olhar, coxas em arcos coloridos que te acolhem, candelabros de olhos em flashes brancos que iluminam os nossos corpos em formas labirínticas. - te encontro ao fim de escadas impossíveis. subo e desço e chego por fim aoteu êxtase total. - sabe que tenho saudade? mas agora dorme. sonha com Escher - o-artista-das-construcoes-impossiveis -



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Renascer para a vida apetecida





Qualquer porta
pela qual se queira passar
exige um tipo de necessária permissão
O  tempo é o limiar 
[ponto que constitui um limite,
geralmente inicial]


 Mas
o que antes fora a posição totalizante,
 tornara-se apenas o ponto matemático
 da intersecção entre funções.


 0 que  fica 
são milagres passageiros, sopros delicados marcando em brasa minha memória inflamável.



[troco todos os meus abismos
por uma boa ponte]


Eu dou ouvidos
aos meus olhos que não cansam de farejar o que tem gosto de vida.







I'm allegro ma non troppo.
[estou feliz, mas não muito]