segunda-feira, 16 de junho de 2014

A memória gira em falso








às vezes me distraio.
nunca sei se é distração, esquecimento, boa vontade
nisso sou salva,
a repetição indesejada
logo mostra
sua impossibilidade.

[me repito para não esquecer]

e ainda tem o sentido de percepção interior, que nos impressiona com uma vida subjetiva de dimensões insondáveis....

[nessa também temos capacidade de intervir]

com tanta coisa disponível, é de se admirar que me convenças de ser possível haver tédio...

não há caos  não!

o que há são muitas músicas,
mais músicas do que somos capazes,
músicas que se entrelaçam e se sobrepõe, e
 que ecoam e que voltam...

tento febril registrar em sinfonias inacabáveis aquilo que me toca mais fundo.



mas vou até o fim....[aqui]



sábado, 14 de junho de 2014

no fim da tarde




nas voltas que o mundo me dá
me giro assim devagar
ora sou toda tempo
noutra espaçamento
ninguém vê o que deliro
irei quando o sol tocar-me o rosto e
ventar um vento bom de
amanhecer dia