terça-feira, 8 de abril de 2014

0lhos despidos, virgens de amor




“- Não pode parar agora – disse a filha do gigante. – Terá de me matar, arrancar a carne de meus ossos, separá-los uns dos outros e usá-los como degraus para subir na árvore. Enquanto estiver subindo, eles se colarão no tronco como se tivessem crescido nele, mas, ao descer, depois de ter apoiado em cada um deles, eles cairão sobre sua mão quando você os tocar. Tenha certeza de pisar em cada um dos ossos. Não deixe nenhum intocado; se o fizer, ele ficará para trás. Coloque toda a minha carne neste pano limpo e deixe-o ao lado da fonte, junto às raízes da árvore. Quando descer ao chão, junte todos os meus ossos, coloque a carne sobre eles, borrife-os com a água da fonte e eu surgirei na frente,
viva de novo.”

Pág. 41/42~~ A batalha dos pássaros 





  [há algo de extremamente poético nesses contos, que nem sempre guardam uma moral ou mesmo um felizes para sempre. são histórias para serem ouvidas, cantadas por um bardo no salão do rei...

...e ela  se arde pela marca 
impressa,expressa,
sem o rótulo de fábrica
onde tenha que se esconder]




6 comentários:

Maria disse...

Achei lindíssimo!!!
Bjs
Maria

Majoli disse...

Lindo!!
Beijos Margoh.

Cidália Ferreira disse...

Boa noite Margoh

Sempre maravilhosa.
beijos


http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

lis disse...

...deliciosamente poético margoh,
adorável,
quem sabe eu encontro por aí...
obrigada e beijinhos
dormindo mais feliz depois de passar por aqui.

Sandra Tavares disse...

Lindo.
Beijinho

Vento disse...

gostei desse conto, gostei muito
e também do seu apontamento.
quero ler esse livro, vou procurar.
excelente partilha.

beijo