terça-feira, 26 de agosto de 2014

e se estende até à ponta dos dedos....


quando o acostamento se desfaz em grãos de areia, resta o sonho na calma da outra margem e assim vem  uma palavra por dia e ela esperava por aquela palavra. era uma forma de esperança.  executava, com paciência todos os seus afazeres. não tentava adiantar as horas, nem queimar etapas. ela sabia que tinha de ser assim. a espera era a ponte que tinha de atravessar todos os dias para chegar aquele momento. uma palavra por dia. a dela era o nome dele a estalar entre a língua e o céu da boca. o nome dele. como uma prece. um sussurro. uma palavra por dia. todos os dias. sempre. esquecia da vida com aquela mão a pintar poemas de amor em cada tela derramada da sua pele.



'volte sem ter que viajar
veja tudo sem ter que olhar
faça tudo sem ter que fazer'
aqui



5 comentários:

Arco-Íris de Frida disse...

Nao tenho o dom da paciencia, embora a vida ultimamente resolveu me fazer aprender na marra que a paciencia é o principal dom, entre todos os dons...

Alfa & Ômega disse...

Restou-lhe o sonho da outra.Da outra margem e na calma da outra margem a esperança saltita
entre o céu da boca o nome dele...uma doce prece na calma
cotidiana, sem adiantar as horas, afazeres simplesmente a cumprir num bordejar de esperas. Beijos!

Cidália Ferreira disse...

Simplesmente fabuloso.

Beijos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Ricardo- águialivre disse...

Intelectualmente maravilhoso

A outra margem gera sempre em nós uma curiosidade infinita


Deixo cumprimentos
*********************
http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/


José Carlos Sant Anna disse...

Assim é a palavra, magmática raiz,
nexo para matar as sedes...
Beijo,