terça-feira, 21 de junho de 2016

por isso não há paradoxo ou ironia



um dia frio de domingo teve um êxtase. foi diante do mar tão calmo que no olhar ela nunca poderia abraça-lo. a graça e o jeito eram tão fortes e visíveis que pareciam saltar das formas . ela se sentia em uma espécie de êxtase (des)controlado.de uma forma nunca antes experimentado. mas apesar do êxtase ela conseguia correr. sim. o misterioso mar de todos que ali estavam lhe dava às vezes um estado de graça. feliz, feliz, feliz. ela de alma quase voando (e também vira gaivotas) tentara contar a ele mas não tivera jeito, não sabia falar e mesmo contar o quê? o êxtase? o ar que lhe preenchia e lhe ultrapassava? não se conta tudo porque o 'tudo' é um vão inexplicável. as vezes a graça a pegava em pleno despertar....






2 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

[vejo os teus pés nus
a tecer o olhar
sob o frio
e ladinos cães mordendo estrelas...]

beijos, Margoh!

Bia Hain disse...

Olá, Margoh! Amo o amor desde pequenina (e gaivotas). Tem razão, ha um tudo que não se explica. Geralmente esses ficam transparentes no olhar e no semblante. Abraços!